quarta-feira, 20 de maio de 2015

Filosofando - Por que tanto ódio?

(http://www.budavirtual.com.br/wp-content/uploads/2013/08/to-puto-660x400.jpg)

Hoje eu queria abrir um espaço pra discussão, para ver outros pontos de vista e novas ideias. E esse vai ser o tópico "Filosofando".
O assunto da vez é: "Por que tanto ódio?"
Não sei nem se chega a ser ódio de fato, mas fiz uma analogia com os conhecidos haters. O fato é, o povo sempre foi assim tão chato, ou ultimamente eles têm criticado muito mais que o normal? Parece que as pessoas em geral não gostam de nada que os outros fazem. Os exemplos mais bombados no Facebook: Dubsmash e Livro de colorir para adultos!
Já reparou? Não sei se você é o que gosta ou o que critica, ou o que só assiste o barraco comendo pipoca. Mas enfim, pelos meus conhecimentos, Dubsmash não demorou nem um pouco pra cair na crítica do povo. Volta e meia postavam indiretas no facebook pra quem usava esse aplicativo. E talvez por isso, ou não, esse app já desapareceu das mídias.
Logo depois veio o famoso Livro de colorir. Mal fiquei sabendo da existência desse produto, já via críticas sobre ele também, ressaltando que o livro não fazia de você um artista e coisas do tipo. 
Enfim, quero ficar o mais imparcial possível em relação a esse fenômeno. Mas é curioso, por que isso acontece tanto? E pior, por que com muito mais frequência que antigamente? Tenho algumas teorias:

1. Popularização da internet: será que o fato de a internet ser "para todos", faz com que entremos mais em contato com mais pessoas mesquinhas e de mente fechada?

2. A máscara da internet: na internet existe um fenômeno de encorajamento das pessoas. Aqui, geralmente as pessoas se sentem protegidas e propensas a falar tudo o que pensam, diferente do que fariam se estivessem cara a cara com a pessoa.

3. Necessidade de ser diferente: parece que com a "equalização social" que a internet proporciona, as pessoas sentem cada vez mais a necessidade de se destacarem da massa, sendo diferentes. E o que é ser diferente nesse caso? Criticar quem segue a maioria, as modinhas e etc.

E aí, o que vocês acham? Concordam com alguma das minhas teorias? Tem uma nova? Você é quem critica? Me explica o por que =D vou ficar satisfeita em entender os motivos!





3 comentários:

  1. Oi! Eu adorei o fato de você ter postado sobre algo meio “polêmico”, abrindo espaço para discussão! Tou me sentindo aquele etêzinho do meme “Me segura” hsuahsuahushaus

    “Meu deus, uma discussão! Me segura que preciso ir lá dar minha opinião” XDDD

    Enfim, como você já deve ter percebido, eu quase nunca falo nada no Facebook, e mesmo na vida em geral, também só dou minha opinião quando o negócio é absolutamente necessário haha

    Sou meio indiferente (até demais, na verdade) à polêmicas e tretas em geral XP

    Mas o fato é que eu adoro debater (leia-se conversar, trocar ideias) sobre os mais diversos temas, e isso sobre o que você escreveu muito me interessa também ^^

    Vou começar esse comentário com uma confissão: eu era do “Team crica” quanto a esse negócio de Dubsmash e Livros de Colorir para adultos =ppp Claro que justamente porque eu acho que cada um faz o que quiser da vida (contanto que não esteja fazendo mal para os outros ou para si próprio), eu não fui perder meu tempo postando coisas contra ou enchendo o saco de quem gosta. Eu simplesmente achava as duas coisas meio “tchongas” e vergonha alheia em alguns casos, mas e daí? Eu também faço minhas próprias coisas “tchongas” / vergonha alheia e não ia querer ninguém me enchendo as paciências dizendo se eu deveria ou não fazer o que eu gosto (e não prejudica o próximo, nem a mim mesma #lemadevida). (Aliás, isso é uma coisa sobre a qual quero escrever mais algum dia: pessoas que ficam cuidando demais da vida alheia u____ú~)

    Com o tempo eu fui abrindo a cabeça e me livrando do preconceito de que os livros de colorir eram pra quem não tem nada pra fazer na vida, e ouvindo os depoimentos de vários amigos e familiares que gostam de colori-los, passei a achar eles uma coisa muito boa! =D Eu particularmente não tenho interesse pessoal em também ter um livro para pintar, mas hoje reconheço que eles realmente servem como uma terapia e tem tornado a vida de várias pessoas melhor e mais interessante (e tenho toda uma teoria sobre isso também, mas acho que não é o foco do post agora hsuahushahus sou muito prolixa, desculpe XD)


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    1. Enfim, quanto ao Dubsmash, eu não acho que a onda tenha parado por causa das críticas. Muito pelo contrário, eu acho que a onda veio justamente porque tinha gente falando sobre isso, seja bem, seja mal. Na minha modesta opinião, as pessoas pararam de fazer tantos Dubs e tals simplesmente porque “as possibilidades se esgotaram”, não no sentido de que não tem mais como fazer nada de diferente, mas toda a hype da novidade já passou, e seres humanos são meio volúveis mesmo, precisam sempre estar indo atrás de alguma coisa nova. Era uma coisa autolimitada, como quase todos os modismos.


      Pra terminar, sobre ter tanta gente enchendo o saco e criticando tudo na internet. Eu particularmente acho que essa galera chata já era chata mesmo, só que com as redes sociais a distribuição e a repercussão da mensagem das pessoas é muito mais ampla, muito mais gente vê e comenta um negócio que antes não tinha como se espalhar tanto. É tipo aquela comadre fofoqueira do bairro que fala da vida de todo o mundo com todo o mundo, mas por mais que ela se esforce, no máximo vai conseguir conversar com a galera que ela encontra pessoalmente e tal, ou seja, os outros vizinhos e uns eventuais amigos que ela vá visitar em outro bairro, etc. Já com as redes sociais, se ela posta algo, todas as pessoas que ela é amiga na rede vão ver, e isso vai desde os vizinhos do bairro, até aqueles círculos de amigos com quem ela não se encontra presencialmente com frequência, é tipo, muita gente e muita possibilidade de dar pitaco na vida alheia. =p

      Por outro lado, essa potencialização da disseminação de mensagens e conteúdos também está ajudando a espalhar mais longe as palavras e atos de quem trás amor e positividade, e busca lutar pelos seus direitos e pelos dos outros. Vide páginas fofas como “Indiretas do Bem” e “Você pode ajudar Fabiana Ikeda” =DDD

      Pra mim, sempre existiram e sempre existirão os “haters” e os que tentam espalhar alegria, a diferença agora é o meio que eles usam pra se expressar e a maior amplitude que a mensagem deles chega.

      Como diria a pensadora contemporânea T. Swift (hahha, se Valesca P. é, Taylorzinha também pode ser pensadora contemporânea ;)

      “And the haters gonna hate, hate, hate
      Baby I'm just gonna shake, shake, shake
      Shake it off”

      (Mas é claro, além de ignorar os haters, vamos sempre tentar fazer as pessoas enxergarem que: não tem nada melhor que amar, ser amado e espalhar amor por aí <3)

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  2. Oi, Dani!
    Me desculpe, só agora que fui ver seu comentário, mesmo vc tendo me avisado! >.<
    Primeiro mto obrigada por perder um tempinho pra comentar, e diga-se de passagem, bem comentado!
    É vdd, eu concordo com sua opinião de que as mídias apenas facilitaram a disseminação da palavra, tando da boa como da ruim. Tanto que tenho visto cada vez mais boas ações por aí e fico mto feliz, pq me dá impressão de q o mundo está cada vez melhor, mas talvez ele sempre tenha sido bom, e apenas eu q não via =)
    Mas ao mesmo tempo, eu acho que tem o lado de que a internet dá coragem pras pessoas serem o q não são, ou talvez às vezes até as transformam. É mais ou menos o msm assunto que vc comentou no seu post: o ego nos tempos de facebook (?).
    Mas achei mto legal a sua opinião! obrigada! =D

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